domingo, 21 de fevereiro de 2010

Ataque dos clichês


Um tema muito batido com uma história um tanto interessante e bons efeitos especiais. É nisso que ‘Lobisomem’, que estreou sexta-feira nos cinemas, se resume.

Aquele mesmo enredo de sempre: o personagem principal é mordido por um lobisomem e, por isso, vai se transformando em toda lua cheia, aterrorizando a cidade. O diferencial está em como, porque e por quem Lawrence Talbot (Benicio Del Toro) foi mordido, o que dá uma certa agitada na trama.

Nos primeiros minutos, pode-se pensar: mais um filme e Del Toro e Anthony Hopkins continuam com a mesma interpretação de sempre. É aí que entra o peso de um ator renomado e experiente. Sir John Talbot (Hopkins) rouba a cena na transformação que ocorre em seu personagem no meio do filme e o veterano responde muito bem. Del Toro também muda sua estrutura, que fica um pouco mais sentimental, destacando-se a cena em que estão no hospício e toda a trama se desenrola.

Temos um lado positivo e um muito negativo que não fogem da cabeça do espectador. Obviamente é um filme bem trabalhado, as cenas de luta são bem feitas (certas cenas tem um quê de filmes antigos), bem como a maquiagem e a ambientação. Mas o filme é exageradamente óbvio. O romance entre Lawrence e a viúva de seu irmão, Gwen Conliffe (Emily Blunt), já é perceptível na primeira cena e ocorre muito facilmente. O fim também é óbvio, sem surpresa alguma, a não ser por uma péssima tentativa de continuação.

Apesar de não entusiasmar, Lobisomem 2, que é praticamente certo, será assistido numa expectativa tremenda da possível fuga dos clichês em que o original se estagnou.

Avaliação: **

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