
‘Ray’ e ‘Piaf - Um Hino ao Amor’ são provas de que para se ter uma boa biografia é fundamental ter um ator à altura do homenageado. Jammie Foxx e Marion Cottilard – ambos ganhadores de Oscars por suas interpretações de Ray Charles e Edith Piaf – dão um show no quesito semelhança física e caráter. Mas, além disso, os dois filmes também se destacam pela belíssima história e montagem do filme.
Outra biografia recém-lançada é ‘Lula – O Filho do Brasil’, que traça a história do atual Presidente da República, desde o seu nascimento até sua ascensão ao sindicato. Sua história é realmente interessante. Uma prova da possível vitória de qualquer pessoa, independente das suas origens.
Mas como bom filme brasileiro está cheio de defeitos, começando pela abertura extremamente entediante e sem fundamento. Após a ida de Lula a Santos ainda pequeno, a história se torna agradável e os flashes da época chamam a atenção e dão um certo destaque. Tudo está indo bem até que Rui Ricardo Dias (Lula adulto) assume a trama. Algumas cenas, se fechado os olhos, pode-se imaginar um discurso do sindicalista. Em outras, não se sabe identificar o sotaque. Algo até bizarro. Relevando-se a atuação, acaba sendo um filme agradável, porém cansativo (são 130 minutos). Seu desfecho ocorre na hora certa e, se não fosse pela atual campanha eleitoral, seria até elogiado.
A história, como já foi dito, é interessante, mas é preciso Lula sair do Planalto e o Brasil evoluir muito em questões de roteiro e direção para que ‘O Filho do Brasil’ seja um sucesso.
Avaliação: **
Concordo plenamente! A abertura é extremamente chata e cansativa. Ainda acho que o filme é sobre dona Lindu (Glória Pires) e não sobre o Lula. Acho que o filme foi mau dirigido em algumas cenas, mas...
ResponderExcluir