
A transformação dos personagens de livros para a telona é interessante, mas pode destacar ou fazer com que ele perca seu brilho. Robert Langdon, Harry Potter e Frodo Bolseiro são provas disso. Estes foram extremamente elogiados pelos seguidores das sagas dos Anéis e de Potter, mas trouxe diversas críticas negativas aos fãs das aventuras do simbologista criado por Dan Brown. Um caso extremamente positivo é a releitura de Sherlock Holmes e seu companheiro John Watson feita pelo diretor Guy Ritchie (de Rock’nrolla).
O personagem, criado por Sir Arthur Conan Doyle, perdeu algumas de suas características como o boné cobrindo as orelhas e sua frase principal (‘Elementar, meu caro Watson’), mas ganhou a interpretação espetacular de Robert Downey Jr. Seus hábitos de higiene, sua irreverência e seu humor fazem de Holmes a versão de Jack Sparrow do final do século XIX e começo do XX.
Downey Jr., que interpretou o Homem de Ferro recentemente sem grandes destaques, é unanimidade na crítica internacional com o seu Sherlock (sua atuação lhe valeu um Globo de Ouro). Sua aventura está na caçada ao Lord Blackwood (Mark Strong), que comete uma série de assassinatos por Londres. Mesmo sendo preso logo no começo da trama, seus planos são bem sucedidos e ele assombra as ruas londrinas (destaque à reconstrução da cidade).
Para resolver todos os mistérios e também ‘assombrar’ a vida de Holmes com seu casamento, Dr. Watson acaba ganhando as cenas com a maravilhosa interpretação e releitura de Jude Law – que, após papéis fracos em Alfie e Closer, volta o destaque merecido que também teve em Círculo de Fogo.
Esse casamento de Law, Downey Jr. e Ritchie com certeza renderam mais frutos.Só resta torcer para que mantenham esse nível.
Avaliação: ****
Maravilha, Rudolf! A cada crítica dá pra perceber que o seu texto fica cada vez mais gostoso de ler! O começo tá ótimo! (assim como toda a crítica)! Abraçoss do seu amigo noveleiro!
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